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           Professor Júnior Facchina

 

Graduado pela Faculdade de Ed. Física de Volta Redonda - UNIFOA
Pós Graduado em Treinamento de força pela Universidade Gama Filho, RJ
Personal Trainer, habilitado pela Escola International School of Sports Nutrition and Human Performance - EUA.

Atenção: não é Levantamento de Peso

  Sempre foi comum vê em academias o emprego de técnicas incorretas na execução de exercícios. Atualmente, no entanto, tenho visto com mais freqüência o uso de cargas excessivas em determinados exercícios- Leg Press 45° e Supino são os principais. É comum, a realização destes exercícios com grau de amplitude muito reduzido, que praticamente não conseguem ativar significativamente nenhuma fibra muscular. Esta prática, somente tem aplicação  em alguns protocolos de reabilitação de lesões e métodos avançados de treinamento de força máxima, como as repetições parciais.
  Não há motivo para pessoas que visam estética e/ou saúde utilizar esse recurso, somente para dizer que fazem determinado exercício com carga elevada. Estarão enganando a si mesmo. E o que é pior: provocando encurtamento muscular, que pode levar a lesões.
  A grande maioria do público de musculação tem o objetivo de hipertrofia muscular, seja ela leve, moderada ou elevada. E para isso é preciso intensidade no treinamento. Desta forma, a carga é apenas um dos fatores da intensidade- muito importante, diga-se de passagem. Tão importante quanto, é o intervalo entre as séries, o tempo de tensão do músculo em cada repetição, a quantidade de séries e exercícios para cada músculo e a amplitude dos movimentos.
  Conforme citado em artigos anteriores, a hipertrofia muscular decorre do processo de regeneração muscular pós-MTA (micro-traumas adaptativos) provocados pelos exercícios. E que quanto maior a magnitude destes MTA, maior será a sinalização para que ela ocorra  (Ide,2008). E para isso, é de suma importância que haja uma presença acentuada de ações excêntricas (a fase de descida do agachamento, por exemplo). Adianta muito pouco ou quase nada, realizar este exercício com pouco grau de flexão. É muito mais inteligente e eficiente você reduzir a carga e descer utilizando a técnica correta.
  Portanto, da próxima vez em que for treinar pense nisso e faça um teste. Realize a contração muscular com mais qualidade ao invés de quantidade. E verá ao longo do tempo, que conquistará resultados mais sólidos e duradouros.
  Bons treinos e que Deus os abençoe.

Referências:
1) Ide, Bernardo Neme. Fundamentos do Treinamento de Força, Potência e Hipertrofia nos Esportes. Phorte Editora,2008.

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